O desgoverno continua e Petrobras é vitima de mais um golpe

Em mais um golpe contra a Petrobras, Jair Bolsonaro demitiu o terceiro presidente da estatal nomeado desde a sua chegada ao Planalto. Com a nomeação do substituto, a companhia atingirá a marca muito rara – e assustadora para o mercado – de quatro comandantes em menos de quatro anos. Empenhado muito mais na reeleição do que na função de governar, o Bolsonaro continua tentando controlar, e talvez congelar até as eleições, os preços dos combustíveis. Ao insistir nessa intervenção, menospreza a gestão empresarial e os interesses dos acionistas. ⁣

⁣Não só o Executivo, no entanto, é marcado pela mistura de populismo, irresponsabilidade e incompetência. Nesse tipo de jogo, há uma clara parceria entre o presidente da República e forças do atraso alojadas no Congresso Nacional. Enquanto Bolsonaro tenta impor seus interesses eleitorais à Petrobras, congressistas mexem nas finanças de Estados para baratear combustíveis e energia elétrica. Já haviam interferido na gestão do ICMS, para uniformizar a alíquota cobrada sobre gasolina e diesel.⁣

⁣Pode-se defender com outro objetivo a redução, por exemplo, das alíquotas sobre a eletricidade, muito importante para o consumo familiar e para a vida empresarial. Mas é um erro enorme cuidar disso de forma improvisada, sem levar em conta as finanças estaduais. Nenhuma dessas preocupações foi expressa por Arthur Lira ao defender a criação de um teto para o ICMS sobre energia elétrica e combustíveis. Ao agir dessa forma, o presidente da Câmara confirma seu invencível despreparo para questões de interesse público, mas ao mesmo tempo reafirma sua proximidade com o estilo bolsonariano de desgoverno.⁣

Fonte: Estadão

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