Quais os propósitos de uma ação que só eleva a insegurança?

A chacina na Vila Cruzeiro, na Penha/RJ – uma “operação” conjunta entre os governos estadual e federal (PM, PRF, PF) na madrugada de terça-feira (24/5) – já conta até agora pelo menos 25 mortos. Das versões oficiais contraditórias e da torrente de infâmias que jorra nas redes sociais embevecidas com iniquidades ideológicas, apenas uma certeza emerge do orco insaciável de sangue de negros, pobres e moradores da periferia: essa matança é apenas mais um massacre e a véspera da próxima carnificina.

Em um ano já são 181 mortes em 39 “operações” policiais no Rio de Janeiro.  A quais objetivos verdadeiramente serve essa selvageria se nada resolve e a cada morticínio a sensação de insegurança aumenta? A patologia moral e a enganação levam muitos a se deleitar com essa montanha de cadáveres sob a abjeta justificativa de “enfrentamento necessário da bandidagem”.

Honestamente, qual o brasileiro não defende o combate à criminalidade? Mas será esse tipo de ação absurda o único caminho? Para quem preserva algum traço de civilidade e não se move pela barbárie e a estupidez não existem duas respostas.

Pobres!…

Pobre dos pobres.

Pobre dos pobres e pretos.

Pobre dos pobres, pretos e povos da periferia.

Pobre rico Brasil!

Pobre rico Rio de Janeiro!

Pobre Rio!…

 

Por José Carlos Magalhães Martins, no Facebook

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