Agora, é a escolha para o Senado

Passado o processo de construção das candidaturas ao governo, entra em cena a articulação para escolha de candidatos ao Senado. O processo e o seu formato de escolha são iguais ao do candidato ao governo. Tem uma vaga em jogo.  O PT terá Camilo Santana. O União Brasil três pretendentes de três partidos aliados. Pastor Paixão (PTB), Bardawil (PL) e Inspetor Alberto (UB). Roberto Cláudio (PDT) definiu o perfil do candidato a ser escolhido. O PDT procura um novo Jereissati. O nome não revelam.

O Ceará, atualmente, tem três senadores da República com perfis diferentes. Cid Gomes (PDT) um centro- esquerda voltado a políticas de massa e educação, Tasso Jereissati, ligado ao empreendedorismo, e Eduardo Girão, um homem conservador, com perfil de de teses contrárias ao aborto, defesa de projetos sociais e relações com o esporte. Cid e Tasso são próximos. Girão, ligado a Bolsonaro, está distante dos outros senadores cearenses.

À luz dos fatos, Camilo seria, hoje, o eleito, mas ele está abrindo mão do apoio do PDT, partido que o fez nascer na vida pública e o consagrou como deputado e governador. “Minha gratidão ao Cid”, disse Camilo, na convenção do PT. Foi uma despedida, mesmo declarando que “ninguém acabará com a amizade entre os dois”. Camilo disse que será uma campanha difícil. Ele sabe que o PDT tem inteligências para trabalhar uma campanha.

A disputa para o Senado será, talvez, tão emocionante quanto a de governador, dependendo dos nomes na disputa e se os partidos lançarem mão do dinheiro e de suas respectivas máquinas para garantir a qualidade da campanha. Até sábado, saberemos quem pretende ocupar a vaga do brilhante Tasso Jereissati no Senado Federal.

Fonte: Blog do Roberto Moreira

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