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UM ATENTADO

Precisa a sociedade agir, imediata e fortemente, contra uma nova pandemia que ameaça o Brasil e os brasileiros, o Ceará e os cearenses: a das “fake News”.

Criadas e estimuladas por mentes demoníacas e transmitidas por sociopatas que, desrespeitando o sofrimento alheio – e o alheio é a multidão que está morrendo de Covid-19 – as falsas notícias espalham-se com o intuito único de agravar o que já é grave, de ampliar o pânico que já existe, de alargar a ansiedade dos que sofrem.

Isto é crime e seus responsáveis devem ser punidos com o rigor da Lei.

Na tarde da última terça-feira (16), espalhou-se, como se verdade fosse, a notícia de que o governo do Estado decretaria o “lockdown”, com o fechamento de tudo, até dos supermercados, dos bancos e dos postos de gasolina, incluindo a proibição de circulação de ônibus e trens do metrô.

Por 30 minutos – tempo em que o vírus da mentira circulou pelas redes sociais – houve de tudo. Esta coluna testemunhou a velocidade com que uma família providenciou o saque, em um caixa eletrônico, de um pouco de dinheiro para os dias de trevas que viriam.

Um pronunciamento do governador Camilo Santana, uma nota de sua Casa Civil e um comunicado da presidência da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) devolveram a calma à população.

Se foi por motivação política, o autor desse atentado, usando uma notícia falsa, deu um tiro no pé. E o tiro saiu pela culatra da revolta popular.

Por Egídio Serpa, no DN

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