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Bolsonaro e um dia pra vadiar .

Mais uma vez, no último sábado (17), o presidente Jair Bolsonaro deu provas de que estamos vivendo um caso único de vadiagem no exercício do mais alto cargo do nosso país. Sem nenhum compromisso programado em sua agenda, Bolsonaro foi passear em Goianápolis, a 172 Km de Brasília. Não havia programação, objetivo, razão. Apenas vadiagem mesmo.

Para o passeio, a presidência da República disponibilizou dois helicópteros, um para Bolsonaro, o ministro da Defesa, General Braga Neto, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o deputado Major Vitor Hugo. O outro helicóptero foi usado para transportar a segurança.

Goianápolis é a terra do tomate, é a cidade dos sertanejos Leandro & Leonardo.  É um lugar calmo e conhecido por sua gente afável e pacata. O barulho dos helicópteros e o aparato que se formou quebraram a rotina do município. Assim que desembarcou, Bolsonaro fez questão de tirar a máscara. Apertou 144 mãos, segundo contou o jornal Folha de S. Paulo. E pôs esse bebê das imagens no colo.

Bolsonaro não foi inaugurar nada, anunciar um benefício ou vistoriar obras. Foi campanha antecipada. Só. A reação da criança traduz o grotesco momento.

A ‘Folha’ perguntou à assessoria presidencial o que ele tinha ido fazer em Goianápolis. Constrangida, a equipe de assessores disse que não sabia! Teve entrevista! Concedida a um canal de TV de Goiânia. Logo depois, todos voltaram para Brasília.

Vitor Hugo, o dublê de “major” mentiu nas redes sociais. Disse que “a viagem foi produtiva e muito positiva para sentir como as ações do governo têm repercutido”. Mas quais ações?

Pelo menos quatro órgãos de imprensa pediram a assessoria palaciana para informar quanto foi o custo da viagem e o aparato. Silêncio.

Mais vergonhoso que presidente tirar um dia pra vadiar no meio da maior crise sanitária da história, é ter brasileiro que apoie…

  (com informações de Claudio Teran / Blog do Noblat / Correio Braziliense)

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