“Às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (7/11) que adotou uma postura diferente em relação a outros líderes mundiais no enfrentamento da pandemia. “Parece que sou o único chefe de Estado no mundo que teve posição diferente. Dizem que toda a unanimidade não é bem-vinda. E o que eu fiz? Estudei, corri atrás, liguei para embaixadores fora do Brasil, médicos. O que tem de fazer, qual a alternativa? Falei de um possível medicamento”, disse Bolsonaro, ao fazer menção indireta à hidroxicloroquina. “Que eu tomei e deu certo. Logo em seguida destruíram, praticamente, aquilo que é mais importante que o médico tem. A sua autonomia”, afirmou ainda o presidente.

O presidente também distorceu uma recomendação da Anvisa, ao dizer que ela “quer fechar o espaço aéreo”. “De novo, porra? De novo vai começar esse negócio? Ah, o ômicron. Vai ter um montão de vírus pela frente, um montão de variante pela frente, talvez.” O governo decidiu exigir uma quarentena de cinco dias de viajantes não vacinados que entrarem no Brasil. Pela nova regra, quem apresentar o certificado de imunização contra a Covid e teste negativo poderá cruzar a fronteira sem passar pelo período de isolamento.

No anúncio das mudanças, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, repetiu uma frase do presidente: “Essa questão da vacinação tem dado certo porque respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou há pouco: às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”.

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