Cid Gomes classifica como “molecagem” operação da PF em que foi alvo juntamente com seu irmão, Ciro Gomes

O senador Cid Gomes (PDT-CE) convocou uma coletiva de imprensa para Assembleia Legislativa do Ceará para falar sobre a operação da Polícia Federal em que foi alvo juntamente com seu irmão o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Cid classificou a operação como uma  “molecagem” feita pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira e que apura irregularidades na reforma do estádio Castelão.

Cid era o governador na época da assinatura do contrato de concessão do Castelão ao consórcio encabeçado pela Galvão Engenharia e lamentou o fato do irmão, Ciro Gomes ser alvo, pelo simples motivo que não ocupava nenhum cargo público naquele período.

“O presidente Bolsonaro, que é um moleque maior, está aparelhando a Polícia Federal. Ele recrutou um medíocre, aliado de seus familiares, para dirigir a Polícia Federal (se referindo a Paulo Maiurino). Vou recorrer para ter de volta meu aparelho de telefone, meu Ipad, minha vida está ali “, pontuou Cid Gomes.

Cid, assim como Ciro acreditam que a operação tem cunho político, com o objetivo de beneficiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e adversários políticos no Ceará — Cid ainda citou o deputado federal Capitão Wagner (Pros-CE), segundo ele, o capitão de lá e o capitão daqui, tinham interesse em um eventual desgaste político da família Ferreira Gomes.

Cid defendeu que os contratos para a reforma do Castelão foram feitos corretamente e que houve aprovação das contas pelos órgãos fiscalizadores, como o TCU (Tribunal de Contas da União).

Cid Gomes criticou também o juiz que autorizou a operação, Danilo Dias Vasconcelos de Almeida, da 32ª Vara Federal Criminal do Ceará. No início de novembro, o mesmo juiz absolveu um homem que negou a existência do holocausto em publicação em rede social.

Na decisão, o juiz defendeu a liberdade de expressão e comparou a negativa do Holocausto à dúvida que algumas pessoas podem ter se de fato o homem chegou à Lua.

“Esse juiz é um tipo esquisito, com decisões polêmicas. Essas coisas não são neutras. Dia desses ele absolveu uma pessoa que dizia que o Holocausto não aconteceu. Ou seja, é um antissemita, no mínimo. O que me dizem é que é ligado pessoalmente a adversários políticos”, disse o senador.

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