Camilo e a missão de fazer o sucessor

Neste domingo (20/03) o governador Camilo Santana (PT) postou uma foto em suas redes sociais ao lado dos nomes do PDT que disputam a cabeça de chapa no processo sucessório para o Palácio da Abolição.

Na legenda, o simbolismo do verdadeiro Camilo, uma mistura de petismo raiz e da gratidão aos irmãos Ferreira Gomes”, evidenciados nos termos “companheiro” e “irmãos e irmãs cearenses” expressões sempre faladas pelas maiores lideranças das duas siglas, Lula e Ciro.

“Companheiros nessa jornada por um Ceará cada vez de mais oportunidades para todos os irmãos e irmãs cearenses. Sempre juntos.” escreveu Camilo.

Camilo está decidido concorrer a uma vaga para o Senado e deve deixar o governo até o dia 2 de abril, data limite para renunciar ao cargo de governador.

A tarefa de escolher o sucessor não é fácil, envolve muitos fatores. O nome, os aliados, os números, a confiança, a popularidade, o adversário, o momento político, a proximidade de ideias, o pensamento e a emoção.

A emoção faz parte de como o eleitor vê aquele nome, a simpatia e a empatia, sentimentos que ficaram mais aflorados nesta pandemia e que Camilo como ninguém, soube captar, adquirindo daí a sua alta  popularidade.

Agora, cabe a ele concluir sua missão, escolher um nome que possa dar sequência a esse projeto, em uma chapa majoritária em que ele mesmo estará inserido e com uma responsabilidade dobrada. Ganhar a eleição e fazer seu sucessor.

Assim como Cid foi o grande responsável pela primeira eleição de Camilo, agora será a vez dele ser o grande responsável pelo sucesso de seu sucessor ou sucessora, seja; a vice-governadora Izolda Cela, o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, o deputado federal, Mauro Filho ou o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.

“Alea jacta est”. (A sorte está lançada).

Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.