Após ter corpo queimado pelo ex, ela quer mudar Lei Maria da Penha

Aos 20 anos, Barbara Penna foi espancada, teve o corpo queimado e foi atirada pela janela do terceiro andar do prédio onde morava em Porto Alegre pelo então companheiro, João Guatimozin Moojen Neto. No incêndio criminoso, os dois filhos do casal morreram, uma menina de dois anos e um bebê de três meses. Antes disso, Barbara tentou denunciar o ex, direito que lhe foi negado na delegacia. Depois, foi perseguida e ameaçada pelo pai do agressor e não conseguiu uma medida protetiva. “A Lei Maria da Penha falhou comigo”, afirma, em entrevista a Universa UOL.

Seis anos após o crime, em 2019, o agressor foi condenado a 28 anos de prisão pela por tentativa de homicídio contra a esposa e pelo homicídio consumado das crianças. Mas as marcas do crime estão no corpo e na mente de Bárbara, principalmente no que diz respeito à negligência em protegê-la. Por isso, ela iniciou uma luta para que a legislação, considerada um marco na lei brasileira para a proteção das mulheres, seja reformulada, de forma a evitar brechas que, segundo ela, favorecem o aumento de agressões e de feminicídios.

“Sou o exemplo daquilo que não funciona. Minha história, infelizmente, não posso mudar, mas posso ajudar a mudar a história de muitas outras mulheres no Brasil.”, disse Barbara.

A Lei Maria da Penha é SUPER IMPORTANTE e um marco na lei brasileira. Barbara acredita que ela pode ser melhorada. Ela espera reunir 1 milhão de assinaturas na petição virtual para levar o projeto ao Congresso. Para assiná-la, você clicar AQUI – https://bit.ly/3LNhs6l

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