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PDT míngua e parte dele parece não se preocupar

Imagens do evento do PDT Ceará da noite de quinta-feira (22/6), deixam claro: a preço de hoje, fica cada vez maior a chance de o partido ficar à míngua no Ceará. Dos sete deputados federais e 16 deputados estaduais da sigla no Estado – entre eleitos e suplentes no cargo –, participaram do ato apenas o federal André Figueiredo e três deputados estaduais. O único senador local da legenda, Cid Gomes, também não foi ao evento.

O baixo quórum tem motivos evidentes. Mais cedo, Cid deixou reunião com Figueiredo, atual presidente das executivas nacional e estadual do PDT, sem consenso sobre seu interesse em assumir o comando da sigla no Ceará. Logo depois, anunciou para deputados que não iria ao evento, orientando a aliados que também não comparecessem. No impasse atual, nem Cid desiste da pretensão nem o deputado abre mão do espaço.

Com o evento esvaziado, fica reforçada a tese de que a expressiva maioria de prefeitos e deputados da sigla deseja hoje que Cid assuma o comando do partido. O grupo do senador, hoje alinhado com o governo Elmano de Freitas (PT), também mostra que não descarta deixar o partido caso a ala que defende postura de oposição ao petista – comandada hoje por Figueiredo, Ciro Gomes e pelo ex-prefeito Roberto Cláudio – siga no comando.

Acontece que, por outro lado, a manutenção do ato também mostra que, pelo menos a preço de hoje, a ala oposicionista parece não se importar muito com a possível debandada. Para aliados de Ciro e RC, o mais importante seria manter o controle do PDT local, seja ele um partido grande ou pequeno. E a mostra de unidade, mesmo diante do “boicote geral” e das pressões, deixa claro que o grupo ainda tem o controle do partido. “Os incomodados que se mudem”, diz o ditado.

Na semana passada, o deputado estadual Osmar Baquit (PDT) declarou ao O POVO News que o partido iria “implodir” no Ceará, com debandada geral de prefeitos e deputados, caso Figueiredo não “passasse o bastão” para Cid. O esvaziamento do ato desta quinta-feira é a primeira ameaça mais efetiva neste sentido.

Por Carlos Mazza, n’O Povo

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