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“Cid reage na cisão do PDT; a posição omissa de Sarto chama atenção”

A compreensão da crise no PDT do Ceará tem nesse trecho abaixo um amparo essencial. Trata-se da parte inicial de matéria assinada pelo jornalista Rodrigo Rodrigues no jornal Opinião:

O senador Cid Gomes (PDT) conseguiu 58 das 84 assinaturas possíveis para convocar o Diretório Estadual do PDT para a eleição de uma nova executiva. Uma comissão formada por deputados, prefeitos e vereadores membros do diretório ainda coleta mais assinaturas. O plano é chegar a 65 signatários. ‘Vamos para vencer. Espero que respeitem o resultado como respeitamos a derrota da Izolda [Cela, na escolha para concorrer ao Governo do Ceará, em 2022]’, disse o deputado estadual Osmar Baquit, após quatro horas de reunião no auditório da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (3).

As informações são do colunista do OPINIÃO CE, Roberto Moreira. A expectativa é que a eleição da executiva ocorra no próximo dia 16.

O senador Cid Gomes, que até a manhã desta segunda-feira (2) era o presidente estadual em exercício do PDT, tenta recuperar o controle do partido. Segundo ele, o objetivo segue sendo o de ‘pacificar’ a sigla. Cid afirmou ter sido surpreendido pelo deputado federal André Figueiredo, que o destituiu do comando da executiva estadual.


Cid está tentado reagir, com legitimidade e respeitando regras, ao golpe sofrido no começo desta semana. Tem seguido as vias elementares, normativas. Essa é a política que se deve fazer.

O senador já contabilizou o apoio que tem e sabe que, insistindo nos recursos legais – entre os quais o de convocar o Diretório para uma nova eleição -, agrega mais chances de retomar o poder do qual foi afastado numa manobra entre o irmão dele, Ciro, e o presidente nacional da sigla, deputado federal André Figueiredo.


O fato, porém, é que em qualquer circunstância que essa querela termine o PDT não será mais o mesmo. Por mais curativos que se tentarem fazer, a soma de lesões deixará sequelas graves de um lado e de outro. Se se mantiver a determinação de Ciro/André, o PDT cearense sem Cid e o grupo que inclui deputados, prefeitos e vereadores não será nem uma pálida lembrança do que é hoje. Sem Ciro/André, perderá a expressão nacional que (ainda) tem.


Uma dúvida, entre tantas, chama atenção dos públicos externo e interno: onde se meteu o prefeito de Fortaleza, José Sarto, que não emite uma consideração sequer? Se a briga no PDT do Ceará tem como foco (ou um dos focos) a sucessão municipal de 2024, soa muito estranho o mutismo de Sarto num conflito que pode prejudicá-lo decisivamente.

Supõe-se que na luta entre o mar e o rochedo, o marisco tem tudo para levar a pior. Mas Sarto deve se contentar em ser um mero marisco?


Assim termina a matéria no Opinião: “Para Cid Gomes, a verdadeira motivação da crise interna no PDT é a falta de reconhecimento dos erros cometidos durante as eleições do ano passado. ‘Ao invés de terem humildade para reconhecer o erro, insistem numa posição de disputa e de vingança’, afirmou”.

Por Roberto Maciel, no Portal Invest NE

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