O ministro Camilo Santana (Educação) ainda não jogou a toalha na tentativa de dissuadir o senador Cid Gomes (PSB) da ideia de não concorrer a novo mandato no ano que vem. Segundo aliados, o petista mobiliza esforços para convencer o amigo e ex-governador de que o pessebista teria papel importante em 2026 num Congresso, sobretudo o Senado, com domínio crescente de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mas existe outra variável nesse cálculo: seria mais fácil reeleger Cid, pelo capital político que detém, do que alavancar a candidatura de outro nome, mesmo que com aval de padrinhos fortes, tais como Camilo e o próprio Cid, como poderia se dar caso o postulante seja Júnior Mano (PSB) ou outro com baixa densidade eleitoral no Ceará. Dentro do bloco aliado, há também o receio de que a concentração de esforços do PL cearense na vaga da senatorial deixe de fora um dos candidatos da base de Elmano de Freitas (PT).
A preço de hoje, a legenda de Bolsonaro tende a abrir mão da cabeça de chapa para lançar um quadro ao Senado, a despeito da resistência do deputado federal André Fernandes, 2º colocado na corrida eleitoral da Capital no ano passado.
Em resumo: Cid na chapa pleiteando reeleição resolveria problemas internos, de costura partidária, e externos, pela força que teria em tese para se viabilizar.
Por Henrique Araújo, n’O Povo