Trabalhadores de autoescolas realizam manifestação contra proposta que extingue obrigatoriedade para obtenção da CNH
Trabalhadores da área de trânsito realizaram, na quarta-feira (23/10), uma grande manifestação no estacionamento da Arena Castelão, em Fortaleza, contra o fim da obrigatoriedade de autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, apresentada pelo Ministério dos Transportes, está em consulta pública até o dia 2 de novembro.
O setor laboral do trânsito no Ceará é composto por mais de 5 mil empregos diretos, distribuídos entre 364 autoescolas em todo o Estado, segundo o Sindicato dos Instrutores de Veículos Automotores do Estado do Ceará (Sindivace).
A mobilização, organizada em formato de carreata, contou com a participação de cerca de mil veículos e dois mil trabalhadores vindos de várias regiões do Estado.

Durante o ato, foi entregue um ofício à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), no qual a categoria manifesta preocupação com a proposta do Governo Federal, que prevê a extinção dos empregos formais do setor e a transformação do serviço em atividade autônoma, operada por meio de plataformas digitais, semelhantes a aplicativos de transporte.
O documento também alerta para a possibilidade de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicar, até 20 de novembro de 2025, uma nova resolução alterando o processo de formação de condutores no Brasil.

Entre as demandas apresentadas pelos manifestantes, estão o pedido de mediação institucional entre o Governo Federal e o setor laboral, coordenada pelo Governo do Estado, e a reafirmação do compromisso do governo cearense com a retirada da possibilidade de instrutores autônomos na nova resolução.
O presidente do Sindivace, João Róseo Salgado Filho, destacou que a categoria não é contrária à redução de custos para os cidadãos, mas contesta o direcionamento da proposta. “Desses R$ 3 mil, 50% é taxa do Estado. Ou seja, não é da autoescola”, afirmou.
(com informações do Jornal O Povo)



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