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PAZ OU GUERRA?

m mais um capítulo da longa novela chamada política cearense, os irmãos Gomes voltam a ocupar o centro do tabuleiro, como peças que jamais saem do jogo e sempre atraem os olhares da plateia.

Desta vez, Ciro, no evento de filiação do ex-prefeito Roberto Cláudio ao União Brasil, estendeu gestos de afago ao Capitão Wagner, desafeto declarado de seu irmão Cid Gomes. Em público, pediu desculpas e afirmou ter feito críticas movidas menos pela razão e mais por uma lealdade cega ao irmão, que, segundo suas próprias palavras, teria sido o verdadeiro equívoco da história.

A declaração caiu no cenário político como gasolina sobre palha seca. Inflamou notas, reações e discursos de solidariedade. No xadrez das estratégias, quem conhece o jogo sabe que uma nota de solidariedade pesa, e muito, sobre os ombros de quem recebe o rótulo de agressor.

Em Sobral, terra natal e reduto simbólico da família, as palavras soaram mal. Atacar Cid é, para muitos, o atalho mais curto rumo à derrota de Ciro. Em política, mexer no próprio ninho costuma espantar até os pássaros mais fiéis. E fazer política com rancor é abrir mão da melhor estratégia, a da serenidade e do diálogo.

Para Ciro, o caminho talvez seja adotar a postura do irmão e conter a língua, guardando as arestas para as conversas de bastidor. Eleição se vence com proposta e simpatia nas ruas. Semblante fechado não conquista voto, e briga de irmão não gera vitória. Apenas cansa, entristece e escurece a alma.

Texto: Micael Sousa AQUI
Imagine: Gemini

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