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Sem réveillon e sem explicações: Sobral rompe tradição histórica e gera críticas à gestão municipal

Depois de 28 anos de tradição, os sobralenses não terão festa de Réveillon para marcar a virada do ano. A ausência de programação oficial rompe uma sequência histórica de celebrações públicas e expõe, mais uma vez, problemas de planejamento e comunicação da atual gestão municipal.

O prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues, embarcou para os Estados Unidos, onde passa o réveillon ao lado do presidente da Câmara Municipal, seu sobrinho Chico Jóia Júnior. Antes da viagem, no entanto, nenhuma agenda cultural foi deixada organizada para a cidade, frustrando expectativas da população e gerando constrangimento interno na própria administração.

A situação causou desconforto inclusive na Secretaria da Cultura, comandada por Tiago Ramos, que se vê sem alternativas para manter viva uma das principais manifestações simbólicas do calendário cultural sobralense. O silêncio da Prefeitura, até agora, agrava o cenário: nenhuma explicação oficial foi apresentada aos moradores.

Nas redes sociais, as críticas se multiplicam. Moradores cobram respeito à tradição, transparência nas decisões e sensibilidade diante do impacto cultural e social da ausência do Réveillon público — evento que, além de celebrar a virada do ano, movimentava a economia local e promovia integração comunitária.

Nos bastidores, a justificativa não declarada estaria ligada à situação financeira do município. A nova administração enfrenta um quadro de endividamento crescente, reflexo de uma gestão orçamentária considerada frágil nos primeiros meses de governo. A falta de planejamento teria comprometido recursos e limitado a capacidade de investimento, atingindo diretamente áreas como a cultura.

Mais do que a ausência de um evento festivo, o episódio simboliza um problema maior: a falta de diálogo com a população e a dificuldade da gestão em assumir publicamente suas decisões. Ao optar pelo silêncio, a Prefeitura amplia o desgaste político e reforça a percepção de distanciamento entre o Palácio e a cidade real.

O Réveillon pode não acontecer este ano, mas a cobrança por explicações e responsabilidade pública segue mais viva do que nunca.

Os memes tomaram conta das redes sociais, criando falsas expectativas em muitas pessoas:

1 comentário

Adriano

Fiquei super feliz, dinheiro do contribuinte não deve ser usado pra festas, putaria, esfrega esfrega, uso de droga e etc, eu vou passar em casa com minha família e será o melhor réveillon, antes vou na missa agradecer e pedir pelo novo ano, dinheiro público é pra saúde, segurança e educação, e não pra farra

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