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Contador sobralense alerta para mais um imposto criado aos 45 do segundo tempo de 2025

Mais um imposto nos 45 do segundo tempo de 2025: por essa, muitos contribuintes não esperavam

Se não bastasse a nova tributação sobre lucros e dividendos, o governo acaba de aprovar um aumento de 10% na carga tributária das empresas optantes pelo Lucro Presumido.

Não se trata de um “aumento de 10 pontos”, mas de um acréscimo de 10% sobre o que já se paga. Na prática, isso representa mais custo, redução de margens e maior pressão sobre empresas que já operam em um ambiente de baixa previsibilidade fiscal.

O impacto é amplo. Milhões de empresas no Brasil estão enquadradas no Lucro Presumido, muitas delas estruturadas com base em regras que agora mudam no meio do jogo. Soma-se a esse cenário:
– a extinção antecipada de benefícios e regimes especiais;
– o avanço da tributação sobre dividendos;
– a elevação constante da carga fiscal;
– e a proximidade da Reforma Tributária.

A pergunta que se impõe é: qual será a estratégia daqui para frente?
– Permanecer no Lucro Presumido ainda é a melhor escolha?
– Avaliar a migração para o Lucro Real passa a ser uma alternativa viável?
– É possível reorganizar operações, contratos e margens para absorver esse novo impacto?

Houve prazo razoável para adaptação e planejamento? Claramente, não. As mudanças ocorreram sem a previsibilidade necessária para que empresas pudessem se organizar, rever estruturas e tomar decisões estratégicas com segurança.

Este é um momento que exige análise técnica, planejamento tributário e decisões estratégicas. Tratar esse aumento como apenas “mais um imposto” pode comprometer a sustentabilidade dos negócios no médio prazo. Soma-se a isso a Reforma Tributária, com alíquotas estimadas próximas de 30%, cujos impactos começarão a ser sentidos já a partir de 2027.

É hora de parar, analisar e replanejar.

Por Jefferson Lopes

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