Ausência de repasses a professores gera insatisfação e críticas à gestão educacional em Sobral
Ainda repercute negativamente entre os educadores de Sobral a ausência de repasses financeiros aos professores da rede municipal — prática adotada em 2025 por diversos municípios da região metropolitana sobralense, mas que não ocorreu na cidade com um dos maiores Fundebs do Estado.
O prefeito Oscar Rodrigues justificou a situação pelos elevados gastos realizados na educação ao longo de 2025, cujas contas ainda estariam sendo fechadas neste início de 2026. Segundo ele, os compromissos financeiros assumidos impediram a realização do repasse no fim do ano passado, embora a possibilidade não esteja descartada. “Não quero dizer que é impossível, que não será feito, mas precisamos analisar o saldo dos projetos de 2025 para tomar uma decisão responsável”, afirmou.
Nos bastidores, porém, a explicação não tem sido suficiente para conter o descontentamento. Comentários feitos sob pedido expresso de reserva — por receio de retaliações — criticam, por exemplo, a decisão da prefeitura de gastar cerca de R$ 30 milhões, no apagar das luzes de 2025, na compra de mobiliário escolar. As novas carteiras, na cor azul, associada à identidade visual da gestão, teriam substituído equipamentos que, segundo professores ouvidos pelo Blog Sobral em Revista, ainda eram considerados novos e em boas condições.
A gestão municipal, por sua vez, sustenta que as carteiras antigas estavam danificadas e causavam desconforto aos alunos, argumento que embasou a aquisição por meio de uma ata pública já existente. O contraste entre o investimento elevado em mobiliário e a ausência de repasses financeiros aos professores tem alimentado o debate e ampliado a pressão sobre a prefeitura, especialmente em uma cidade historicamente reconhecida pela valorização da educação e de seus profissionais.



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