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Pré-campanha com temperatura elevada em janeiro

Numa tática bem pensada, o chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, chamou para si o papel de galo no terreiro do Abolição, com amplitude. Tudo tem resposta. Não importa o tamanho político de quem pretende entrar no cercado. A resposta é imediata. Parece interessar o custo da briga. A pré-campanha ficou mais agitada em janeiro. Ciro Gomes, orientado por marqueteiros, quer cantar de galo, agredindo, sem pena, Cid Gomes, Camilo Santana e Elmano de Freitas, com declarações repetidas sobre violência, responsabilizando o Estado por negligência, além de abrir ataques ruidosos sobre supostas traições.

A declaração de Cid foi dura na arena política. “Acho que juntou o fígado do Ciro com a ambição desmedida do Roberto Cláudio.” Cid se refere ao ódio dirigido a Camilo e à tentativa de utilização do bolsonarismo para enfrentar o Abolição. O senador garantiu apoio e voto em Elmano no seu projeto de reeleição. Cid não pode mais recuar. Os lances da pré-campanha terão desdobramentos fortes em fevereiro, mês que antecede a janela partidária, período em que deputados podem mudar de partido sem perder o mandato. Por enquanto, Ciro não topou o debate público com Chagas Vieira. Vai direto ao fígado de Elmano, Camilo e Cid. O que foi dito em janeiro provavelmente será retomado no mês do Carnaval, com maior intensidade.

Fonte: Jornal Opinião CE

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