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Prefeitura de Sobral dá calote na CAF e parcela é quitada pela União

Segundo informações divulgadas pelo radialista Tupy Junior, no programa Almanaque 100, da Rádio Tupinambá FM, a Prefeitura de Sobral deixou de pagar a parcela de novembro do empréstimo contratado junto à CAF (Corporação Andina de Fomento). Diante da inadimplência, o banco acionou a garantia prevista em contrato, levando à intervenção da União.

Dados do Tesouro Nacional, referentes a janeiro de 2026, confirmam que o Governo Federal quitou, em dezembro de 2025, o valor de R$ 19,70 milhões em nome do município, evitando um possível default internacional do Brasil, já que a União figura como fiadora do contrato.

Bloqueio de repasses e efeitos imediatos

Com o pagamento da parcela pela União, o município de Sobral passa a dever diretamente ao Governo Federal o valor honrado. Como consequência, é comum que haja bloqueio ou retenção de repasses federais, especialmente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), até que o ressarcimento seja efetivado.

Além disso, a cidade passa a integrar a lista de entes subnacionais com garantias honradas pela União, o que pode limitar a capacidade do município de contratar novos financiamentos com aval federal enquanto a situação fiscal não for regularizada.

Origem da dívida e disputa política

O débito está vinculado ao PRODESOL (Programa de Desenvolvimento Socioambiental de Sobral), empréstimo contratado em gestões anteriores para financiar obras de saneamento, infraestrutura urbana e áreas públicas.

O prefeito Oscar Rodrigues afirma que herdou uma dívida superior a R$ 300 milhões da gestão passada, comandada por Ivo Gomes, e que o volume compromete o equilíbrio financeiro do município. Já a administração anterior sustenta que o financiamento foi aprovado dentro da legalidade e aplicado em obras estruturantes visíveis na cidade.

Próximos desdobramentos

A inadimplência com a CAF e a consequente intervenção da União ampliam a pressão sobre o orçamento municipal e reforçam o debate político em torno da responsabilidade fiscal, da gestão da dívida pública e dos impactos diretos sobre os serviços e investimentos em Sobral.

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