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Base aliada do Abolição terá pressão por definição da chapa ao Senado

Após a superação das divergências entre os senadores Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT), o cenário da disputa ao Senado no Ceará ganhou novos contornos. Com a possível consolidação dos nomes de Júnior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB) na chapa governista liderada por Elmano de Freitas, a atenção agora se volta para a reação interna da base aliada.

O problema maior está no PT, onde é considerada natural a elevação da pressão por um representante da legenda na chapa majoritária ao Senado. No entanto, interlocutores avaliam que o movimento dificilmente será suficiente para demover Camilo, que hoje exerce maior controle sobre as dinâmicas internas do partido do que no período em que comandava o Governo do Estado. O ambiente é de articulação intensa, mas também de cálculo político, diante da necessidade de manter a unidade do bloco governista.

Nos bastidores, Cid Gomes defende que as definições da chapa majoritária sejam antecipadas para até cinco dias antes do encerramento da janela partidária, que se encerra em 4 de abril.

A estratégia tem objetivo claro: garantir margem para um eventual movimento final do entorno do senador, caso as tratativas não se confirmem como previsto. Nesse cenário, aliados de Cid ainda teriam tempo hábil para trocar de partido, caso necessário.

O jogo político, portanto, segue aberto. Embora a chapa ao Senado caminhe para uma definição, o xadrez partidário ainda reserva movimentos decisivos nas próximas semanas.

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