Alta rejeição a Lula e Flávio Bolsonaro abre espaço para terceira via em 2026, aponta Datafolha
Os números da pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (7/3), revelam um cenário eleitoral marcado por altos índices de rejeição aos principais pré-candidatos à Presidência da República, o que pode abrir espaço para o surgimento de uma terceira via na disputa de 2026.
De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a rejeição entre os nomes testados, com 46% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Logo em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 45% de rejeição.
Os índices elevados para os dois principais polos políticos indicam, segundo analistas, que parte do eleitorado pode buscar alternativas fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Entre os demais pré-candidatos testados, os níveis de rejeição são significativamente menores. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) aparece com 19%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) registra 17%.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 18% de rejeição, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) apresenta o menor índice entre os principais nomes, com 14%.
No caso de Ratinho Jr., um dado chama atenção: 38% dos eleitores afirmaram não conhecer o governador paranaense, o que indica espaço para crescimento de sua imagem nacional.
Outros nomes também aparecem no levantamento. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) tem 27% de rejeição, enquanto Renan Santos (Missão) registra 14% e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) aparece com 12%.
Segundo turno apertado
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente teria 46% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 43%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03715/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Fonte: Ceará Agora



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