Saneamento do Renato Parente sai do papel após um ano parado e expõe disputa por autoria em sobral
O anúncio do prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues, sobre o início do processo licitatório para implantação do saneamento básico no bairro Renato Parente veio acompanhado de um detalhe que não passou despercebido nos bastidores: a ausência de reconhecimento à origem do projeto.
A proposta de saneamento não é nova. Ela foi estruturada ainda na gestão do ex-prefeito Ivo Gomes, que articulou o convênio com a Caixa Econômica Federal e deixou cerca de R$ 5 milhões já empenhados — ou seja, com recursos garantidos e prontos para execução.

O ponto que levanta questionamentos é o tempo. Mesmo com o dinheiro assegurado, o projeto permaneceu por mais de um ano sem avançar para a fase de licitação. Um intervalo considerado incomum para obras desse porte, especialmente diante da demanda histórica por saneamento na região.
Agora, com a retomada do processo, a obra volta ao radar como prioridade. No entanto, o episódio evidencia dois aspectos: o atraso na execução de um projeto já viabilizado e a disputa silenciosa por protagonismo político em torno de obras estruturantes.
No fim, quem mais espera é a população do Renato Parente — que aguarda, há anos, por melhorias básicas que impactam diretamente saúde, dignidade e qualidade de vida.



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