Abril Azul: mês conscientiza população sobre Transtorno do Espectro Autista
O mês inteiro de abril é dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A cor azul foi escolhida porque, estatisticamente, o autismo é diagnosticado com mais frequência em meninos — numa proporção de cerca de 4 para cada menina. Azul também remete a tranquilidade e acolhimento.
Nesta quinta-feira, dia 2, monumentos ao redor do mundo se iluminam de azul. No Brasil, o Cristo Redentor, o Congresso Nacional e dezenas de prédios públicos participam da campanha. Escolas e organizações promovem rodas de conversa, palestras e atividades de inclusão.
Para ter uma ideia da dimensão: a Organização Mundial da Saúde estima que 1 em cada 100 crianças no mundo está no espectro autista. No Brasil, isso significa algo em torno de 2 milhões de pessoas. Muitas ainda sem diagnóstico, especialmente adultos que cresceram numa época em que o tema era pouco discutido.
A Lei 12.764 de 2012 (Lei Berenice Piana) foi um marco ao instituir a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA. Desde então, pessoas com autismo têm direito a atendimento multiprofissional pelo SUS, acesso à educação inclusiva e proteção contra discriminação.
O preconceito e a falta de informação ainda são os maiores obstáculos para quem vive com autismo no Brasil. O diagnóstico precoce faz diferença enorme no desenvolvimento da criança, mas muitas famílias demoram anos até conseguir uma avaliação adequada, especialmente pelo sistema público de saúde.
Fonte: Ceará Agora



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