Cobrança indireta expõe contradição e exige ação direta de Moses Rodrigues por Sobral
A nova e entusiasmada fidelidade do deputado federal Moses Rodrigues ao governador Elmano de Freitas declarada em recentes pronunciamentos, abriu uma certa desconfiança entre aliados dos Rodrigues em Sobral, pois acende um alerta que vai além do discurso eleitoral e entra diretamente no campo da responsabilidade política.
Nos últimos dias, ganhou força a informação de que obras de escolas municipais seguem paralisadas por falta de repasses do Governo do Estado — intervenções iniciadas ainda na gestão do ex-prefeito Ivo Gomes e que deveriam estar hoje beneficiando a população.
A crítica veio à tona de forma mais direta após declaração recente do vereador Hermenegildo Souza Neto, ex-secretário de Infraestrutura, ao apontar, no Programa Izaias Nicolau, que a ausência de recursos estaduais tem travado o andamento dessas obras.
O problema, no entanto, não está apenas na denúncia.
Está na condução política da situação.
Enquanto aliados fazem críticas públicas ao governo de Elmano de Freitas, o deputado federal Moses Rodrigues — principal liderança do grupo e filho do prefeito Oscar Rodrigues — mantém um discurso de alinhamento e fidelidade ao governador.
A incoerência é evidente.
Se há, de fato, pendências que estão prejudicando diretamente Sobral, não faz sentido terceirizar a cobrança. Cabe a Moses, pela posição que ocupa e pela relação política que diz ter com o governador, assumir o protagonismo dessa articulação.
É ele quem precisa ir ao Palácio, sentar à mesa e buscar uma solução concreta.
Permitir que aliados façam o enfrentamento público, enquanto se preserva no discurso, fragiliza a própria narrativa de fidelidade e cria um ruído desnecessário dentro da base.
Mais do que isso: expõe a gestão municipal a um desgaste político que poderia ser evitado com uma atuação mais direta e firme.
No fim, a equação é simples: se o problema é real, a solução exige ação. E ação, nesse caso, passa necessariamente por quem tem mandato, influência e acesso ao governo.
Sobral não pode ficar refém de recados indiretos enquanto obras importantes, como escolas, seguem paradas.



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