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Ceará perde mais de 150 mil ocupações e mantém alta informalidade no trabalho.

O Ceará registrou queda de 4,1% na população ocupada no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com isso, cerca de 153 mil pessoas deixaram de estar ocupadas em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo os efeitos da desaceleração econômica sobre o mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que a informalidade segue elevada no estado. Atualmente, 49,4% da população ocupada trabalha na informalidade, índice acima da média nacional, que ficou em 37,3%.

Apesar do cenário preocupante, o Ceará aparece com o sétimo menor percentual de carteira assinada entre os estados brasileiros. Os maiores índices de informalidade foram registrados em estados das regiões Norte e Nordeste.

Os números reforçam o desafio enfrentado pelo estado na geração de empregos formais e na ampliação de oportunidades capazes de garantir maior estabilidade e renda para os trabalhadores.

Especialistas apontam que o avanço da informalidade está diretamente ligado à dificuldade de recuperação econômica mais acelerada e à redução da oferta de empregos com carteira assinada.

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