A guerra de Ciro contra as faixas
O pré-candidato ao Governo Ciro Gomes (PSDB) acionou a Justiça Eleitoral contra as faixas espalhadas no bairro Conjunto Ceará que o associavam ao presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL, justapondo os rostos do tucano e do “zero-um” no dia do anúncio de sua entrada na disputa pelo Abolição.
Na petição encaminhada ao TRE, a defesa de Ciro argumenta que a propaganda irregular tenta “simular cenário político inexistente de aliança e apoio a possível candidatura à Presidência da República”. Um pouco adiante, acrescenta que as peças “o vinculam artificialmente a projeto político nacional que não conta com a sua adesão” e que a inserção de sua fotografia “não corresponde a registro autêntico de manifestação política real”.
Como houvesse dúvida, a ação repisa que a publicidade tinha o “objetivo de fabricar visualmente apoio político inexistente e induzir o eleitorado a erro quanto ao posicionamento do pré-candidato”. Em seguida, demanda do relator a identificação dos responsáveis e a “remoção imediata das faixas indicadas na notícia de irregularidade eleitoral”.
Como se sabe, as propagandas não tinham identificação — CNPJ da gráfica, por exemplo —, além de destoarem do grosso do material visto naquele dia. De todo modo, é luta inglória para Ciro, por duas razões: é incerto que haja responsabilização de quem tenha cometido infração; o estrago está feito, isto é, o conteúdo circulou massivamente.
Por Henrique Araújo, n’O Povo



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