Palácio quer fechar chapa de Elmano até sexta, mas disputa por vagas segue intensa
A semana deve ser decisiva para a montagem da chapa governista que terá o governador Elmano de Freitas como candidato à reeleição em 2026. A intenção do Palácio da Abolição é fechar a composição completa até a próxima sexta-feira, 19 de junho, mas o cenário ainda exige muita conversa, acomodação partidária e cálculo político.
O principal nó está nas duas vagas ao Senado e na indicação para vice-governador. São muitos partidos aliados de olho em poucos espaços. No PSB, o senador Cid Gomes e o deputado federal Júnior Mano aparecem como nomes fortes no debate. Cid tem defendido publicamente a pré-candidatura de Mano ao Senado, mas também é pressionado por aliados a disputar a reeleição.
O PSD também reivindica espaço na chapa. O partido tem como opções o ex-vice-governador Domingos Filho e a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar. A legenda se movimenta como uma força importante dentro da base e pode ser contemplada tanto na vice quanto em uma composição majoritária.
O MDB, por sua vez, trabalha com o nome do ex-senador Eunício Oliveira. Já o Republicanos tenta emplacar Chiquinho Feitosa, enquanto o PSol coloca Luizianne Lins no tabuleiro, ampliando ainda mais a pressão sobre o núcleo político liderado por Elmano, Camilo Santana e Cid Gomes.
Nos bastidores, a leitura é que a chapa precisa equilibrar força eleitoral, representação partidária, presença regional e capacidade de ampliar o palanque governista. O problema é que, neste momento, há mais pretendentes do que vagas disponíveis.
A nova rodada de reuniões envolvendo Júnior Mano, lideranças petistas e o senador Cid Gomes deve ajudar a medir até onde cada partido está disposto a ceder. Até sexta-feira, o Palácio da Abolição terá a missão de transformar disputa interna em unidade política.
A questão é saber quem caberá na foto final da chapa de Elmano — e quem ficará pelo caminho.



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