Erivaldo Carvalho analisa a cobiça dos governistas no Ceará pelo União Brasil
Soou como boa música aos ouvidos do governo Elmano de Freitas a notícia de que a Federação União Progressista adotará neutralidade na disputa presidencial de 2026, já no primeiro turno.
É que a decisão reacende, nos corredores e gabinetes do Palácio da Abolição, a chama da esperança de que a decisão tenha reflexos diretos na disputa eleitoral do Ceará.
Num cenário mediano, governistas vislumbram mudanças no palanque do candidato Ciro Gomes (PSDB).
Adiantando: pelo menos dois interlocutores da Coluna ligados à oposição afirmam garantir que, até agora, segue tudo como está.
CENTRÃO SENDO CENTRÃO
A decisão nacional foi tomada ao longo da semana que chega ao fim e já foi comunicada ao pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
Legítimos representantes do centrão – só ficam encabulados quando perdem -, PP e União Brasil deverão liberar os diretórios estaduais para coligações regionais, conforme as conveniências.
É o velho e bom pragmatismo político – e onde entra a atenção e cobiça dos governistas cearenses.
Ao abandonar Flávio, os dois partidos mudam a estratégia e passam a focar, agora mais do que nunca, na eleição do Congresso Nacional.
Do ponto de vista do centrão, faz sentido.
Conquistar o máximo de cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal é o caminho mais seguro para o grupo comandado por Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (UB) continuar relevante em Brasília.
Isso, independentemente de quem seja o próximo presidente da República, a partir de janeiro de 2027.. É o centrão sendo centrão.
UNIÃO BRASIL NO CEARÁ
A decisão pela neutralidade nacional da federação tende a impactar, no Ceará, mais o União Brasil.
É filiado à legenda o pré-candidato a vice-governador na chapa de Ciro, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
Já Capitão Wagner, presidente da federação no Estado, é pré-candidato ao Senado.
A decisão nacional pela neutralidade presidencial vai mexer no arranjo local?
É mais seguro para Roberto e Wagner manterem-se na chapa majoritária da oposição ou disputarem cadeiras de deputado federal?
Estas e outras perguntas serão respondidas nos próximos dias.



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