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Lula indicou Haddad como sucessor após constrangimento com Camilo Santana no Ceará

Ao lançar a campanha pelo quarto mandato, neste domingo, o presidente Lula surpreendeu aliados ao tratar o ex-ministro Fernando Haddad como futuro sucessor.

— Agora é hora de pensar nesse país. Qual é o país do futuro que eu vou entregar quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República — disse.

Lula tentou corrigir o improviso ao dizer que o próximo presidente também poderia sair do Piauí, do Ceará ou de Pernambuco.

No entanto, a fala foi interpretada por petistas de diferentes estados como um sinal de que o presidente já escolheu seu herdeiro político.

Haddad foi escalado para disputar a Presidência em 2018, quando Lula estava preso pela Lava Jato. Perdeu para Jair Bolsonaro no segundo turno.

Agora o ex-ministro concorre ao governo de São Paulo em situação de desvantagem nas pesquisas. No último Datafolha, apareceu 16 pontos atrás do governador Tarcísio de Freitas.

Embora ninguém se atreva a falar abertamente sobre o pós-Lula, a disputa entre possíveis herdeiros é um assunto constante em rodas de petistas.

Nesta sexta-feira (31/7), o presidente se irritou com o tema em Fortaleza, ao participar da convenção que lançou a candidatura à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas.

O repentista Rodolfo Poeta, que apresentava a cerimônia, agitou a plateia ao lançar o senador Camilo Santana como candidato em 2030.

“Presidente Lula, depois de quatro anos do senhor / já está pronto o sucessor / e o melhor nome é Camilo”, cantarolou.

Depois do evento, Lula se queixou do gracejo, que não havia sido combinado com ele.

Neste domingo (2/8), Haddad ganhou lugar de destaque na convenção nacional do PT. Foi o único a discursar além de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do partido, Edinho Silva.

A organização postou Ana Estela e Fernando Haddad na primeira fila, ao lado de Lula, Janja, Alckmin e Lu Alckmin.

Camilo foi acomodado na terceira fila de cadeiras, ao fundo do palanque. Ficou entre dois senadores da Região Norte: Beto Faro (PA) e Randolfe Rodrigues (AP).

Fonte: O Povo

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