×

Eleições 2026: Senado tem 54 cadeiras em disputa; 32 titulares tentam reeleição

O Senado Federal terá dois terços de suas cadeiras renovados nas eleições de 2026. Das 81 vagas da Casa, 54 estarão em disputa — duas para cada estado e duas para o Distrito Federal. Isso ocorre porque o mandato de senador é de oito anos e a renovação acontece de forma alternada: em uma eleição geral são escolhidos 54 parlamentares e, na seguinte, 27.

Entre os 54 senadores cujo mandato termina este ano, 32 tentam se reeleger. O grupo reúne nomes de diferentes partidos e regiões e representa pouco menos de 60% dos titulares que precisam passar novamente pelas urnas se quiserem continuar com mandatos.

Outros 10 senadores decidiram disputar cargos diferentes. Há ainda 12 que não concorrem nas eleições deste ano.

Dois terços do Senado Federal estão em disputa em 2026 — Foto: Dhara Pereira

Dois terços do Senado Federal estão em disputa em 2026 — Foto: Dhara Pereira

O levantamento considera a situação eleitoral dos atuais senadores a partir dos registros e informações disponíveis para as eleições de 2026.

Mais da metade dos senadores tenta reeleição

Os 32 senadores que buscam a reeleição são:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Cid Gomes (PSB-CE)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

A disputa, porém, não se limita aos senadores que estão no fim do mandato. Outros nove parlamentares eleitos em 2022, portanto com mandato previsto até 2030, também decidiram deixar a corrida pela cadeira no Senado para tentar um cargo no Executivo estadual.

Dez senadores em fim de mandato disputam outros cargos

Entre os 54 senadores que precisam renovar o mandato ou deixar a Casa, 10 optaram por disputar outros cargos.

Dois miram a Presidência ou a Vice-Presidência da República: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) disputa a Vice-Presidência ao lado de Romeu Zema (Novo).

Marcos Rogério (PL-RO) tenta o governo de Rondônia.

Outros três buscam uma vaga em casas legislativas como deputados: Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem a deputado federal, e Mara Gabrilli (PSD-SP), a deputada estadual.

Há ainda quatro senadores que aparecem em chapas como suplentes ao Senado: Daniella Ribeiro (PP-PB), Dra. Eudocia (PSDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Nelsinho Trad Filho (PSD-MS).

A chapa para o Senado é formada por um candidato titular e dois suplentes. Os suplentes podem assumir a vaga em situações previstas pela legislação.

Doze senadores não disputam as eleições 2026

O grupo de senadores em fim de mandato que não concorrerá em 2026 reúne 12 nomes:

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Fernando Dueire (PSD-PE)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

Nove senadores podem deixar o cargo mesmo com mandato até 2030

Nove senadores que foram eleitos em 2022 e ainda têm mandato até 2030 decidiram disputar governos estaduais e, caso sejam eleitos, deixarão antecipadamente a cadeira no Senado.

São eles:

  • Alan Rick (Republicanos-AC)
  • Cleitinho (Republicanos-MG)
  • Efraim Filho (PL-PB)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Professora Dorinha (União-TO)
  • Renan Filho (MDB-AL)
  • Sergio Moro (PL-PR)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Wilder Morais (PL-GO)

Trocas de partido, de estado civil e de cor desde 2018

Além da movimentação entre cargos e partidos, a comparação das candidaturas permite identificar alterações nas informações declaradas pelos próprios candidatos ao longo das eleições.

Entre os atuais senadores que tentam a reeleição, pelo menos 20 mudaram de partido desde a eleição de 2018. Veja a lista abaixo. O primeiro partido é aquele pelo qual o senador foi eleito em 2018; o segundo é o partido ao qual ele pertence atualmente:

  • Alessandro Vieira: Rede → MDB
  • Angelo Coronel: PSD → Republicanos
  • Carlos Portinho: PSD → PL
  • Carlos Viana: PHS → PSD
  • Chico Rodrigues: DEM → PSB
  • Cid Gomes: PDT → PSB
  • Eduardo Gomes: Solidariedade → PL
  • Eliziane Gama: PPS → PSD
  • Fabiano Contarato: Rede → PT
  • Leila Barros: PSB → PDT
  • Lucas Barreto: PTB → PSD
  • Marcio Bittar: MDB → PL
  • Marcos do Val: PPS → Avante
  • Randolfe Rodrigues: Rede → PT
  • Soraya Thronicke: PSL → PSB
  • Styvenson Valentim: Rede → Podemos
  • Vanderlan Cardoso: PP → PSD
  • Veneziano Vital do Rêgo: PSB → MDB
  • Zenaide Maia: PHS → PSD
  • Zequinha Marinho: PSC → Podemos

Também há mudanças em informações autodeclaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Styvenson Valentim e Marcos do Val, por exemplo, passaram de “casado” para “divorciado” na declaração de estado civil. Randolfe Rodrigues fez o caminho inverso, passando de “divorciado” para “casado”.

Na declaração de cor ou raça, Styvenson Valentim e Marcio Bittar passaram de “branca”, em 2018, para “parda”, em 2026.

Essas mudanças são informações registradas nas candidaturas.

Fonte: G1

Publicar comentário