Número de consumidores negativados cresce no Ceará e dívidas chegam a R$ 4,8 mil
O número de consumidores negativados no Ceará voltou a crescer em agosto, segundo levantamento divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), em parceria com o SPC Brasil. Os dados apontam aumento do endividamento e mostram um cenário de maior dificuldade financeira entre os consumidores cearenses.
De acordo com o levantamento, o número de inadimplentes no Estado cresceu 0,1% em agosto em relação a julho, quando o indicador havia avançado 6,4%. Apesar da desaceleração, o resultado representa uma interrupção na tendência de queda observada nos últimos meses.
O número de consumidores negativados também apresentou crescimento na comparação anual. Em agosto, o indicador ficou 6,7% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
Dívida média chega a R$ 4,8 mil
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas. O consumidor cearense negativado tinha, em agosto, R$ 4.798 em débitos, valor 2,4% maior que o registrado em agosto de 2025.
O levantamento mostra ainda que 30% dos consumidores negativados possuem quatro ou mais dívidas. Entre os inadimplentes, 7,5% acumulam débitos superiores a R$ 7,5 mil.
Em agosto, o número de dívidas em atraso no Ceará também avançou em relação ao mês anterior, com alta de 5,4%. Na comparação anual, o crescimento chegou a 12,6%.
Água e luz concentram inadimplência
As contas de serviços básicos aparecem entre os principais compromissos em atraso. Cerca de 59,6% das dívidas negativadas no Estado estão concentradas nos segmentos de água e luz, enquanto 16% estão relacionadas ao comércio.
Na sequência aparecem as dívidas com serviços financeiros, com 6,7%.
O levantamento também aponta que 92% dos consumidores negativados possuem dívidas com empresas, enquanto 8% têm débitos com pessoas físicas.
Os dados integram a edição de setembro de 2026 do Radar Varejo Cearense, publicação da FCDL-CE em parceria com o SPC Brasil, que acompanha indicadores relacionados ao comportamento do consumidor e ao desempenho do comércio no Estado.



Publicar comentário