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Camilo e o peso do Ceará na vitória de Lula

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o quarto mandato leva também o PT cearense para o “primeiríssimo escalão” do novo governo petista. Pressionado por um bom desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, quando o candidato do PL conseguiu no Estado 379 mil votos a mais que Jair Bolsonaro (PL) em 2022, o Ceará comandou forte reação no segundo turno, ampliando a votação local de Lula em 48,8 mil votos. Só em Fortaleza, foram 135,2 mil votos a mais. Além do crescimento, que levou o presidente de 63,9% para 68,93% dos votos de todos os cearenses, o Estado também teve protagonismo “extra” na virada petista na figura do senador Camilo Santana (PT), que coordenou a campanha de Lula no segundo turno.

NOVA LINHA

Mais do que só coordenador da agenda de campanha em si, Camilo também operou uma sensível mudança na estratégia do PT, que passou a ser mais “combativa” com bolsonaristas, especialmente no Congresso.

“PARA CIMA”

Durante o período, o senador passou a cobrar Flávio Bolsonaro mais diretamente por casos de corrupção e não evitou temas “tabu” da esquerda, incluindo uma proposta de redução da maioridade penal para crimes hediondos.

NA PAUTA

As ações, embora tenham passado longe da unanimidade, se fizeram Camilo “cair nas graças” da esquerda que defendia confronto mais direto com a oposição. Nas redes, foram muitas as menções louvando o “PT à moda cearense”.

A CONFERIR

Nesse contexto, o PT cearense acaba incluindo na mudança de postura que ajudou a garantir a virada inédita petista. Entre militantes mais emocionados, Camilo passou a ser citado no rol de possíveis sucessores de Lula para 2030.

EM ALTA

Discurso da vitória de Lula, aliás, deixou claro a quem o petista atribui boa parte da virada. Entre os nomes citados, o mais destacado foi o do deputado André Janones (Re-…

JANONISMO

Talvez a grande pauta do segundo turno da disputa, o grupo “Exército do Lula”, comandado por Janones, ajudou o PT a ganhar espaço na batalha das redes sociais, área onde a direita nadava de braçada até recentemente.

Por Carlos Mazza, na coluna Vertical, d’O Povo

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