Crise na Santa Casa de Sobral: Colaboradores recebem comunicado de contenção com exigência de compra de pijamas hospitalares
Um comunicado assinado por Lurdes Santos, diretora de Enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Sobral, escancarou o que já era percebido por muitos dentro e fora da instituição: o hospital vive uma crise grave, marcada por cortes e improvisos que comprometem a dignidade do trabalho e a qualidade da assistência.
No aviso, divulgado via aplicativo de mensagens, a diretora informa que, em virtude de um “Plano de Contingência”, todos os setores da Santa Casa devem providenciar o uso de pijamas hospitalares por conta própria — com exceção do Centro Cirúrgico, onde os profissionais deverão solicitar aventais descartáveis diretamente ao almoxarifado.
A medida, que transfere para os colaboradores a responsabilidade de garantir equipamentos mínimos para o exercício de suas funções, é um retrato fiel da precarização que se instalou no hospital. A crise de gestão parece ter atingido um novo patamar: falta insumos, sobram improvisos.
Retrocesso e abandono
É impossível não comparar o cenário atual com os tempos de estabilidade e excelência vividos na gestão do ex-prefeito Ivo Gomes. Durante seu mandato, a Santa Casa contou com apoio estrutural e financeiro da Prefeitura de Sobral, o que permitiu reestruturar setores, garantir insumos, valorizar profissionais e manter a dignidade dos atendimentos. À época, o hospital era motivo de orgulho para a população e exemplo de gestão compartilhada entre o poder público e a iniciativa privada.
Hoje, o que se vê é um silêncio ensurdecedor por parte da Prefeitura de Sobral diante do sucateamento de uma das instituições mais importantes do sistema de saúde da região Norte do Estado. É inaceitável que um hospital do porte da Santa Casa, que atende centenas de pacientes por dia, chegue ao ponto de exigir que seus próprios profissionais arquem com materiais básicos como vestuário hospitalar.
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AGM
Será a Claudinha, raçinha e outros mais por compaixão, misericordia e amor poderia coladorar ou sacrificar com uma parte do cachê para esse nobre e centenario hospital, pois se continuar nessa remada futuramente vai falta publico para cambada tanto para escultar como voltar



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