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Quem quer a “morte política” de Cid Gomes?

Entre todas as declarações feitas pelo senador Cid Gomes (PSB) na coletiva de imprensa convocada há uma semana, uma, em especial, passou quase despercebida. Em meio a frases de impacto e visível irritação, o ex-governador afirmou: “Muita gente quer me ver morto.” Ainda que dita em tom metafórico, não é uma frase trivial. Ele completou: “E eu não vou morrer fácil, não. Quem me quiser ver morto na política vai ter que suar muito.”

A pergunta que fica é: quem teria interesse em vê-lo fora do jogo político? O senador não citou nomes, mas reforçou: “Porque não morro fácil, não. Vou lutar até o último dia da minha vida.” Hoje, essas palavras ganham ainda mais peso. A quem ele se referia?

CENÁRIO I

Conhecendo Cid, nada do que diz é por acaso. Se sente-se acuado, é porque vê sinais claros disso. Hoje, apesar de não dispor do mesmo capital político de outrora e com menor apetite por mandatos, ele permanece no jogo.

CENÁRIO II
Entre aliados e pessoas próximas, há quem sustente que o recado dado por Cid naquele dia não foi direcionado à oposição, mas sim a figuras internas do próprio grupo governista.

CONTEXTO I
É importante lembrar o momento em que tais declarações foram feitas: uma coletiva na qual Cid parecia mais na defensiva, como se estivesse reagindo a tentativas de constrangimento quanto aos seus últimos movimentos com vistas às eleições de 2026.

CONTEXTO II
Por isso, a ênfase: “Não morro fácil, não morro mesmo.” Pena que ninguém lhe tenha perguntado diretamente: quem, afinal, está tentando tirá-lo do tabuleiro político? O curioso é que tanto seus antigos aliados quanto seus adversários ocupam hoje espaços de poder.

Por Henrique Araújo, no Jornal O Povo

1 comentário

Raquel lima

Cid já está em modo campanha. De repente, está aparecendo muito aqui. O pior é que ele apoia a censura e o mal que o STF faz ao país. Cid já morreu politicamente. Ai, só está um zumbi.

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