Moro a uma canetada de pedir demissão

O jornalista Guilherme Amado agitou as redes sociais nesta quinta-feira (12) ao postar na revista Época um título bombástico: “Moro a uma canetada de pedir demissão”. A matéria traz a foto de apoiadores do ministro em Brasília com um boneco gigante dele como Super-Homem – o Super-Moro. Mas pelo teor da especulação, o “marreco de Maringá” – como carinhosamente é apelidado – está mais prestes a virar bagaço no laranjal de Jair Bolsonaro.
Segundo a notinha, pessoas próximas ao ministro garantem que ele deixará o cargo caso o superintendente-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, seja exonerado e no seu lugar não for indicado alguém de sua total confiança. A postagem indica que o clima no covil é de intensa disputa de vaidades e projetos. Sergio Moro, que já foi apontado como presidenciável ou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é quase um zumbi.
“Embora tenha topado amaciar o presidente aqui e ali no Twitter, em lives do Facebook e até publicamente, Moro ainda não se sente entre os seus. Quase não tem interlocutores no governo. Conversa com poucos na Esplanada, entre eles Paulo Guedes e Eduardo Villas Bôas. Com o restante, a relação é protocolar. Sente-se especialmente desconfortável com o linguajar de Bolsonaro sobre uma série de assuntos… Em seu nono mês como ministro, Moro está exaurido”.
Guilherme Amado garante na revista Época que o ministro pode cair e opina: “No Congresso, já existe quem cogite romper com o governo caso Moro saia, e Bolsonaro já foi alertado mais de uma vez sobre esse risco. Sem o apoio dos lavajatistas, o governo perderá uma de suas pedras fundamentais. E ficará ainda mais vulnerável a ventos fortes”.
De fato, a saída de Sergio Moro, que foi transformado em herói pela mídia falsamente moralista, representaria um forte abalo no laranjal. Junto com os generais rancorosos e os abutres financeiros, ele ainda é um dos pilares do governo fascistoide que se desgasta rapidamente na sociedade.



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