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Transporte público sucateado expõe abandono da Transol pela gestão de Sobral

A situação do transporte público de Sobral tem gerado indignação entre usuários e expõe um cenário de abandono da Transol por parte da gestão municipal. Ônibus e micro-ônibus circulam em condições precárias, com ar-condicionado sem funcionamento, calor excessivo, poltronas rasgadas e veículos frequentemente quebrados ou parados por problemas mecânicos.

O retrato atual está muito distante do discurso de modernização propagado pela gestão do chamado “Novo Tempo”. Na prática, o que se vê é a deterioração de um serviço essencial, utilizado majoritariamente pela parcela mais vulnerável da população, que depende diariamente do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos.

Diante desse quadro, cresce o questionamento: o que está acontecendo com a gestão de Sobral quando o assunto é mobilidade urbana?

À frente da pasta responsável está o secretário Zé Vital, político reconhecido por sua trajetória de luta e pelo prestígio acumulado ao longo dos anos. Ainda assim, causa estranheza a incapacidade de viabilizar investimentos concretos para uma área tão sensível quanto o transporte público.

A precarização da frota não é apenas um problema operacional; é um sinal claro de falta de prioridade política. Quando ônibus quebram, atrasam ou oferecem condições indignas de viagem, quem paga a conta é sempre o mesmo: o trabalhador que não tem alternativa.

Se o “Novo Tempo” pretende, de fato, marcar uma ruptura com o passado, precisa começar pelo básico: garantir dignidade, conforto e segurança no transporte público. Ignorar a Transol é ignorar uma parte significativa da cidade. E isso, definitivamente, não combina com quem se propõe a governar para todos.

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