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Com 2.500 demissões, metade dos profissionais de autoescolas do CE foram despedidos, diz sindicato

Implantado em dezembro, o novo modelo para emissão da CNH, criado pelo Governo Federal com a promessa de reduzir em até 80% os custos, provocou forte impacto nas autoescolas do Ceará. A mudança permitiu aulas teóricas totalmente online, reduziu as horas práticas obrigatórias de 20 para 2 e limitou as taxas de exames a R$ 180.

Como consequência, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) perderam protagonismo no processo e já demitiram cerca de 2.500 trabalhadores formais — quase metade dos 5 mil empregados até 2025, segundo o Sindicato das Autoescolas do Estado do Ceará. Entre os cargos mais afetados está o de diretor geral e de ensino, função extinta no novo modelo, resultando em mais de 700 demissões imediatas.

Apesar das mudanças, a categoria afirma que a demanda por CNH não acabou, mas enfrenta um cenário de dúvidas e frustração entre os candidatos, especialmente após a divulgação de que a CNH seria “gratuita”. Na prática, continuam sendo cobradas taxas obrigatórias como exames médicos, psicológicos, laboratoriais e taxas dos Detrans, o que tem gerado insegurança na população, conforme destacou o sindicato em nota ao Diário do Nordeste.

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