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Uma pergunta desagradável para Ciro Gomes

Ciro Gomes (PSDB) foi indagado na sexta-feira passada sobre o possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para presidente da República. Ele mostrou que não é o assunto mais confortável para ele. “Rapaz, tu só tem pergunta desagradável”, reagiu ao repórter Marcos Moreira, do Diário do Nordeste — cujo questionamento foi absolutamente pertinente. O tucano prosseguiu: “Por que eu apoiaria um camarada que não é do meu partido? O PSDB vai, nacionalmente, tomar posição. O União Brasil vai, nacionalmente, tomar posição. Então, quando estiver na hora, a gente conversa”.

A relação de Ciro com o PL é um assunto delicado. Aliados não escondem: uma candidatura de direita com Tarcísio de Freitas (Republicanos) seria muito mais interessante para a oposição estadual. Flávio, e o sobrenome Bolsonaro, carrega vários atributos — se bons ou ruins vai do juízo de cada um.

Mas, entre o eleitorado cearense, a marca do bolsonarismo tem um peso negativo. Ciro demonstrou isso.

Parlamentares do PL local são os mais entusiasmados com a candidatura de Ciro, mas a aliança é uma interrogação. E talvez o pré-candidato não faça tanta questão assim do apoio formal no primeiro turno.

INFLUÊNCIA FEDERAL
Ciro, se pudesse, isolaria a eleição do Ceará da disputa presidencial. Já comentou que as diferenças nacionais entre
aliados talvez sejam “incontornáveis”. O bloco se sustenta no objetivo de derrotar o PT no Estado. Mas tal separação não será possível. A eleição presidencial irá ocorrer e será simultânea. A vinculação nacional, porém, é a aposta da base governista.

Por Érico Firmo, n’O Povo

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