Lula lidera no Ceará, mas vê crescimento de Flávio e distância encolher no 2º turno
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-02410/2026, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém liderança no Ceará em eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, mas com redução significativa da vantagem em relação a 2022.
Cenário estimulado – março de 2026
- Lula: 55,7%
- Flávio Bolsonaro: 33,1%
- Nenhum/Branco/Nulo: 6,7%
- Não sabe/Não opinou: 4,4%
Considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), o resultado fica aproximadamente:
- Lula: 62,7%
- Flávio Bolsonaro: 37,3%
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores no Estado do Ceará.
Comparação direta com 2022
No segundo turno de 2022, Lula obteve 70% dos votos válidos no Ceará, enquanto Jair Bolsonaro teve 30%.
Comparando os dois cenários:
- Lula cai de 70% para cerca de 63% nos votos válidos (queda de aproximadamente 7 pontos percentuais).
- A vantagem sobre o adversário diminui de 40 pontos (70% x 30%) para cerca de 25 pontos (63% x 37%).
- Isso representa redução de aproximadamente 15 pontos na diferença entre os candidatos.
Ou seja, Lula continua liderando com folga, mas a margem está consideravelmente menor do que a registrada na última eleição presidencial.
Avanço de Flávio no estado
O crescimento do adversário também é perceptível. Em 2022, Jair Bolsonaro teve 30% no Ceará. Na simulação atual, Flávio Bolsonaro aparece com cerca de 37% dos votos válidos — aumento aproximado de 7 pontos percentuais para o campo bolsonarista no estado.
O avanço é mais evidente em alguns segmentos:
- Entre homens: Lula 49,2% | Flávio 41,6% (diferença inferior a 8 pontos)
- Entre eleitores de 35 a 44 anos: Lula 49,5% | Flávio 38,1%
- Entre quem participou de celebração religiosa nos últimos 10 dias: Lula 52,8% | Flávio 35,7%
Impacto político
O Ceará é um dos principais redutos eleitorais do PT no Nordeste e teve papel decisivo na vitória nacional de Lula em 2022. A queda de sete pontos no desempenho do presidente e a redução expressiva da vantagem indicam:
- Desgaste relativo do petista no estado;
- Crescimento consistente do campo bolsonarista;
- Cenário menos confortável do que o observado no último pleito.
Fonte: O Cafezinho



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