PL precisa de Ciro tanto quanto Ciro precisa do PL
Primeira rodada da pesquisa Datafolha para governador, divulgada nesta segunda-feira (23/3) pelo Jornal O Povo, fortalece a posição de Ciro Gomes (PSDB) como principal nome da oposição para a disputa eleitoral deste ano no Ceará. No levantamento, Ciro aparece em primeiro cenário com 47% das intenções de voto, seguido pelo atual governador Elmano de Freitas (PT), com 32%. Chama a atenção, no entanto, o patamar inferior de outros nomes da oposição. No cenário sem Ciro, os candidatos da oposição, Roberto Cláudio (União) e Eduardo Girão (Novo), pontuam, respectivamente, 20% e 14%. Ou seja, mesmo somados, os dois ficam 14% abaixo do ex-ministro. Números mostram o tucano isolado na oposição e deixam claro que qualquer outro nome teria potencial de frustrar aliados.
COLIGAÇÕES
Números ainda marcam fase inicial da campanha, claro, mas já mostram também que a aliança com Ciro pode ser tão essencial para o PL quanto o partido é necessário para a viabilidade da chapa do tucano na disputa.
MAIS E MENOS
A preço de hoje, é difícil imaginar outra chapa com possibilidade de “bater de frente” com o PT, meta máxima de bolsonaristas. Chance de perder o União Brasil para governistas, por outro lado, reforça dependência de Ciro pelo PL.
ÔNUS
Pesa contra a aliança, no entanto, outro dado: segundo o levantamento, Jair Bolsonaro (PL) é hoje principal influência negativa no eleitorado, com 64% dizendo não votar “de jeito nenhum” em candidato apoiado pelo ex-presidente.
DÉJÀ VU
A estratégia de associar adversários ao bolsonarismo tem sido regra entre petistas pelo menos desde 2020 no Ceará – funcionando contra Capitão Wagner (União) e André Fernandes (PL) em todos esses anos.
CEDO DEMAIS
Secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira minimizou ontem o bom desempenho do tucano: “A população está pouquíssimo preocupada com eleição agora. Ela está querendo a solução dos seus problemas”, afirma.
INDEFINIÇÃO
Já o pré-candidato Eduardo Girão (Novo) aposta em cenário indefinido: “Até hoje, não sei verdadeiramente quem são meus concorrentes. Por isso, os cenários mudam tanto”, diz, afirmando ser o “único candidato de direita”.
Fonte: Coluna Vertical, Jornal O Povo, escrita or Carlos Mazza



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