Jade Romero se filia ao PT e muda cenário da sucessão no Ceará
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, oficializou na quinta-feira (2/4) seu retorno ao Partido dos Trabalhadores, após treze anos, com passagens pelo MDB e meteoricamente pelo União Brasil, onde se filiou no dia 20 de março. O movimento reposiciona o tabuleiro político estadual menos de seis meses do prazo eleitoral.
A decisão ocorre poucos dias após Jade afirmar que “o jogo não acabou”, ao comentar a possibilidade de permanecer na federação União/PP. A mudança de rumo, no entanto, confirma sua reaproximação com o grupo governista liderado pelo presidente Lula, pelo governador Elmano de Freitas, pelo ministro Camilo Santana e pelo prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão.
“Informo com muita alegria, após 13 anos, o meu retorno ao Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras”, declarou Jade nas redes sociais, destacando o convite das principais lideranças petistas e reforçando o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa.
A vice-governadora também relembrou sua trajetória política, afirmando que retorna ao partido “com o mesmo sentimento” de quando se filiou pela primeira vez, ainda jovem, reforçando a política como instrumento de transformação social.
Apesar do peso simbólico e político da filiação, o movimento traz consequências imediatas no cenário eleitoral de 2026. Com a ida para o PT, Jade Romero fica fora da possibilidade de permanecer como vice na chapa de reeleição de Elmano, abrindo espaço para uma reconfiguração na composição majoritária.
Nos bastidores, dois nomes passam a ganhar força para ocupar a vaga de vice: a atual vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, filiada ao PSD, e o ex-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, que recentemente ingressou no PDT.
A movimentação reforça a intensificação das articulações políticas no Ceará e indica que a montagem da chapa governista ainda está em aberto, com novos capítulos previstos nos próximos meses.



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