Sobral está entregue ao lixo e a sujeira
Sobral, por muito tempo foi chamada de Princesa do Norte. Não era só um apelido bonito. Era identidade. Era jeito de falar da cidade com o peito cheio, como quem reconhece nela cuidado, beleza, organização. A Princesa não era só um título: era um sentimento coletivo.
Mas hoje, caminhar por Sobral é, muitas vezes, um exercício de contraste. Basta circular por algumas ruas para perceber: lixo a céu aberto, entulhos esquecidos, podas de árvores largadas, urubus disputando espaço onde deveria haver cuidado.
Quando chegam as chuvas, a situação se revela ainda mais. Bocas de lobo que não dão conta, ruas que alagam, água invadindo o cotidiano de quem só quer seguir seu caminho. E os buracos transformam trajetos simples em desvios constantes, quase um teste de paciência diário.
E dói mais quando o olhar se volta para lugares que já foram orgulho. O Parque da Lagoa da Fazenda, por exemplo, hoje aparece em muitos trechos tomado pelo mato e pela água parada. O próprio Rio Acaraú segue entre promessas e intervenções que ainda não se completam.
Nada disso apaga a história de Sobral. Mas faz pensar sobre o presente.
Porque uma cidade não vive só de memória. E quando o título de Princesa do Norte começa a soar mais como lembrança do que como realidade, fica a pergunta que insiste:
Sobral, que já foi princesa… hoje é o quê?



Fonte: portal Politicando
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Italo
ISSO LÁ É NOVIDADE, BASTA VER LAGOA DA FAZENDA ” RECEPICIONANDO” OS UNIVERSITÁRIOS COM IMUNDICIE E FEDOR.



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