Professores de Sobral realizam ato pelas férias de julho, mas Prefeitura fecha as portas e aciona Guarda Municipal armada
Os professores da rede municipal de ensino de Sobral realizaram, na manhã desta segunda-feira (29), um ato público no pátio da Prefeitura de Sobral. Convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsems), a manifestação teve como objetivo principal a defesa do direito às férias regulamentares de julho, ameaçadas por uma convocação unilateral da gestão municipal que afeta cerca de 200 docentes em período de recesso, além de colocar em risco direitos de profissionais temporários e cuidadores.
Apesar do caráter pacífico e legítimo da manifestação, que contou com o acompanhamento de diversos veículos de comunicação locais e estaduais, a postura da administração municipal foi classificada pelo sindicato como vergonhosa e antidemocrática. Em vez de abrir canais de diálogo, a prefeitura ordenou o fechamento das portas do prédio institucional, proibindo a entrada de professores e de diretores do Sindsems. Para além do bloqueio físico, a gestão utilizou um forte aparato da Guarda Civil Municipal armada nas escadarias e portas de acesso para impedir a entrada dos professores, em uma clara tentativa de intimidação contra a categoria.
A manifestação se estendeu por toda a manhã com falas de lideranças sindicais, intervenções de conscientização pública e apoio da sociedade civil. O presidente do Sindsems, Gilcelio Paiva, lamentou profundamente a ausência de representantes da Secretaria de Educação e do Executivo para receber a pauta de reivindicações. “A postura de se esconder atrás de guardas armados só demonstra a falta de argumentos da gestão para sustentar a retirada de um direito garantido por lei. Nosso ato foi um sucesso em sua organização e firmeza, e a truculência do governo só aumenta a nossa convicção. A luta continua firme e já estamos organizando novas atividades e frentes jurídicas para cobrar a administração pública”, declarou Paiva.




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