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Recursos para festas reacendem debate sobre prioridades na gestão de Sobral

O prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues, afirmou que os cerca de R$ 3 milhões destinados para custeio do Festival de Quadrilhas não saíram dos cofres do Município. Segundo ele, os recursos foram viabilizados por meio do Ministério da Cultura, após articulação do deputado federal Moses Rodrigues. Veja a fala do prefeito AQUI.

A declaração, no entanto, reacendeu um debate entre parte da população: se há capacidade de buscar recursos para grandes eventos, por que o mesmo esforço não é percebido em áreas consideradas prioritárias?

Enquanto a cidade realiza uma festa de grande porte, moradores continuam cobrando soluções para problemas como a UPA Infantil fechada, o déficit financeiro da Santa Casa, a falta de medicamentos em unidades básicas de saúde, obras paralisadas, deficiências no transporte público e outras demandas da administração municipal.

A discussão vai além da realização do evento. O questionamento que fica é sobre as prioridades da gestão pública e a capacidade de captação de recursos para os serviços essenciais.

Em postagem nas redes sociais, o advogado sobralense Diego Pote solicitou ao prefeito, ou o secretário responsável, par que sejam disponibilizar, de forma detalhada e no Portal da Transparência, todas as informações relativas aos gastos com o São João. “A população tem o direito de conhecer o valor total das despesas com bandas, cachês, translado, hospedagem, alimentação, estrutura, palco, som, iluminação, segurança e demais serviços contratados”, afirmou Pote.

Ainda segundo o advogado, também é importante esclarecer quais convênios financiaram o evento, a fonte de cada recurso, a respectiva dotação orçamentária, a forma de aplicação dos recursos e a prestação de contas das despesas.

Da mesma forma, informar se os recursos destinados ao Termo de Fomento firmado com o IVAC são provenientes dos repasses do Ministério do Turismo, do Governo do Estado ou de outra fonte, bem como se houve utilização de recursos próprios do Município para custear qualquer parte das festividades do São João.

“Já são mais de R$4.000.000,00 repassados para o IVAC sem qualquer transparência. Transparência não é favor, é dever constitucional.”, enfatizou Diego Pote

(com informações do Portal Politicando)

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