Horário eleitoral é a nova “guerra” entre Ciro e Elmano
Apesar de ter sido veiculado até agora por apenas três dias, o Horário Eleitoral Gratuito já provocou abertura de nova frente de batalha entre campanha de Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) na Justiça. Exibidas desde a última sexta-feira, 22, as propagandas de rádio e televisão já geraram doze ações judiciais entre os candidatos, com seis processos movidos por cada coligação. No caso de Ciro, a maioria das ações protesta contra inserções da campanha petista que associam o tucano ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Em um dos processos, o opositor chega a cobrar veto ao termo “Cironaro” na propaganda governista. Elmano, por sua vez, pediu a remoção integral de programas do adversário como um todo.
Elmano também entrou com duas ações contra propagandas do deputado André Fernandes (PL). Em uma, protesta contra propaganda do candidato que intercala ataques ao governo com a imagem de um “poste”.
Petistas também acusaram a oposição de dar excessivo destaque às candidaturas de Ciro e Roberto Cláudio (União) durante vídeos de candidatos a deputado. Vinheta com o nome dos dois, que passava a cada candidato, foi suspensa.
Campanha tucana também ainda questiona uso de inserções com o senador Camilo Santana (PT) afirmando que Ciro representa o bolsonarismo no Ceará, ou que usam fotos antigas descontextualizadas do candidato.
Ciro também questiona “timing” de propagandas da Prefeitura de Fortaleza na televisão. Segundo a ação, peças publicitárias sobre segurança têm sido transmitidas logo após inserções de Elmano sobre o mesmo tema.
Nem mesmo pequenos deslizes técnicos têm “passado batido” pelas equipes. Em um dos programas, campanha de Ciro veiculou peças com pequenos erros na transcrição de língua de sinais. Os vídeos já foram suspensos.
Já Elmano, por sua vez, incluiu trechos de um dos programas do Horário Eleitoral gravado dentro de uma unidade hospitalar da rede estadual. Esses programas também foram suspensos em decisão liminar neste domingo.
Por Carlols Mazza, coluna Vertical, n’O Povo



Publicar comentário