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Três dias depois, Lula ainda procura culpados enquanto Flávio assume postura de presidente

Três dias depois do primeiro turno, o entorno de Lula ainda tenta entender o resultado e busca explicações para o desempenho nas urnas. Nessa procura, sobram alvos: Sidônio Palmeira, Janja e Edinho Silva aparecem entre os nomes apontados como responsáveis pelos erros da campanha.

A avaliação de que a campanha foi ruim e de que o governo chega à reta final com desempenho entre o mediano e o fraco é praticamente inevitável. O problema é que o tempo para ajustes já passou. A eleição entrou em uma nova fase, e a postura adotada pelos candidatos passa a ter peso decisivo.

Nas 72 horas seguintes à votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro tratou de ocupar espaço. O senador iniciou uma maratona de adesões políticas — muitas delas previsíveis, mas que têm importância numa disputa tão apertada.

Mais do que os apoios, chama atenção a mudança de postura. Flávio começou a falar como presidente, assumindo o discurso e o comportamento de quem já incorporou o figurino do cargo.

Esse movimento ajuda a criar, no eleitorado e no ambiente político, a sensação de uma vitória inevitável. E essa percepção ganha força justamente pela ausência de uma reação mais vigorosa do campo petista.

A tardia aproximação de Lula com as redes sociais é apenas um dos sintomas de um problema maior: enquanto Flávio ocupa o espaço político e constrói a narrativa da vitória, o grupo de Lula ainda parece preso à discussão sobre o que deu errado no primeiro turno.

Em uma eleição, porém, não basta explicar a derrota. É preciso reagir a ela. E, até agora, quem parece ter entendido isso mais rapidamente foi Flávio Bolsonaro.

(com informações do Jornal O Povo)

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