Deputados da bancada religiosa pressionam Camilo a liberar reabertura de igrejas

Com a aproximação do fim do prazo do decreto de quarentena assinado por Camilo Santana, válido até domingo (5), cresce a pressão de alguns setores para que o governador retire da determinação atividades consideradas “não essenciais” pelo Governo. Um deles é representado pelas igrejas e templos religiosos, que usam da força política para pressionar Camilo.
No domingo, o Estado completa 17 dias de quarentena, e, quinta (2), em redes sociais, o governador já sinalizou a prorrogação da validade do decreto. “Estamos avaliando a prorrogação desse decreto. Será uma travessia longa”, afirmou. Mas o anúncio não agradou lideranças ligadas a movimentos religiosos, que compõem a base aliada de Camilo.
A deputada Silvana Oliveira (PL) frisou que as igrejas evangélicas têm respeitado a quarentena até aqui, mas pediu ao governador e ao comitê de crise mudanças no novo decreto. “Culto online não substitui imposição de mãos, é bíblico, e estamos falando do povo todo de fé, das missas, atividades religiosas. Estamos pedindo que respeitem e entendam que a igreja é para colaborar, inclusive para apoio psicológico”, disse a deputada.
Ligado à comunidade católica, o vice-líder do Governo, Walter Cavalcante (MDB), também reforçou o apelo, destacando o papel social de algumas paróquias. “As igrejas têm papel grande é nesse momento em que as pessoas estão isoladas, sentem depressão. O papel da igreja é muito importante, é importante que abram para receber alimentação, fazer cestas básicas e distribuir para aqueles que não recebem benefício do governo, pessoas que precisam de ter essa alimentação”, afirmou o parlamentar.
Procurada pela reportagem, a assessoria do Governo afirmou que “todos os cenários estão sendo discutidos e serão informados via decreto”, mas não deu sinais de qualquer mudança nos critérios de quarentena para um ou outro setor.
Fonte: Diário do Nordeste



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