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Ciro talvez deva ter cuidado com o que deseja

Nas recentes declarações de Ciro Gomes sobre o irmão, o senador Cid Gomes, ele sinalizou pouco se importar com o destino que tome o grupo que parece estar de saída do PDT. O candidato presidencial pedetista em 2018 e 2022 tratou os aliados do irmão como “descartáveis”. “Que ele leve os descartáveis para onde ele quiser ir com muito boa sorte”.

O rumo do grupo de Cid dificilmente deixará mesmo de ser a saída do partido. Os movimentos de concessão de cartas de anuência, contestados pela direção nacional, são para isso mesmo. Agora, Ciro talvez deva refletir se é isso mesmo que quer.

Em junho do ano passado, quando o rompimento entre PDT e PT ainda não era fato consumado, mas já estava bem encaminhado, Ciro desdenhou da chance de rompimento: “Seja muito feliz”.

Pois bem, o PT realmente não apoiou a candidatura pedetista. E, na semana passada mesmo, Ciro disse que Camilo Santana (PT) é “a maior decepção, maior traidor da história”. Justamente por causa do rompimento no ano passado. O ex-governador e ex-ministro os chama agora de descartáveis, mas vejamos se não estará achando ruim mais tarde.

Por Erico Firmo, n’O Povo

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