Percentual de jovens que não estudam e não trabalham recua no Ceará

O percentual de jovens que não estudam e nem trabalham, também chamados de “nem-nem”, caiu de 34% em 2021 para 30,6% em 2022 no Ceará, conforme apontam os dados anuais mais recentes da Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da redução expressiva, o índice é o quinto maior do País, atrás apenas do verificado nos estados do Maranhão (33,7%), Alagoas (32,2%), Acre (31,9%) e Amapá (31%).
A parcela de jovens cearenses, entre 15 e 29 anos, que estão fora da escola ou da universidade, bem como do mercado de trabalho também segue bem acima da média nacional, que foi de 22,2% no ano passado.
Em números absolutos, 10,9 milhões de brasileiros com põem a população economicamente ativa que se insere no conceito “nem-nem”, sendo 672 mil cearenses, ou 6,1% do total nacional. O pico da série histórica, no caso do Ceará, foi registrado em 2020, quando da chegada da pandemia de Covid-19 no País. Naquele ano, 808 mil jovens estavam sem estudo ou trabalho no Estado, número que representava 35,9% dos profissionais nessa faixa etária.
A redução no percentual de jovens “nem-nem” no Ceará foi acompanhada da melhoria dos níveis de empregabilidade. Para se ter uma ideia, o percentual de jovens que só trabalham passou de 30,5% para 35,8% de 2021 para 2022 e o de jovens que estudam e trabalham foi de 8,6% para 9,3% no período analisado, sendo o maior nos últimos seis anos. Por outro lado, o percentual de jovens que só estudam caiu de 26,8% para 24,4%.
O analista de mercado de trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, lembra que em 2021, a taxa de desemprego aqui no estado do Ceará era de 14% e em 2022 caiu para 9,4%.
Fonte: O Povo



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