Com atos isolados pelo país, greve dos caminhoneiros fracassa

A paralisação anunciada por entidades de caminhoneiros para esta segunda-feira (1º) não teve força e, novamente, foram registradas apenas manifestações pontuais e isoladas, como nas outras tentativas de protesto que ocorreram neste ano. Ao longo de todo o dia, rodovias federais e portos estratégicos para a logística do país operaram sem interrupções, de acordo com levantamento da PRF (Polícia Rodoviária Federal) divulgado pelo Ministério da Infraestrutura. O trânsito fluiu normalmente nas rodovias federais.

Na manha do dia 1º, a PRF chegou a identificar dois pontos de concentração de caminhoneiro: um na BR-116, na altura de Barra Mansa (RJ), e outro na BR-101, em Rio Bonito (RJ). No entanto, não foram registrados bloqueios parcial ou total. Postos de combustível e pontos de parada de caminhoneiros também não tinham atos ou movimentos grevistas em quatro das principais estradas que passam por São Paulo.

Para Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), umas das entidades que convocaram a paralisação, decisões judiciais que proibiram o bloqueio de rodovias são a causa da baixa adesão da categoria. Segundo ele, o medo das multas inibiu a mobilização. “Nós estamos com interdito proibitório, não pode botar o pé na pista sob pena de [ter que pagar] R$ 100 mil”, afirma.

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